sábado, 24 de outubro de 2009

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by *Vanguard1219 on DeviantArt

Particularmente,
eu acho que a Aline é meio maluca.

Meio Boderlaine,
meio neurótica,
meio perversa,
meio voyer,
meio hostil,
com desorientação alopsíquica,
com uma alteração da função de consciência de realidade,
umas idéias delirantes primárias,
umas alucinações auditivas verbais e hipocondria,
logicamente.
E do jeito que está se referindo a si mesma em terceira pessoa,
creio que tem alteração da função da consciência de si também.

Às vezes,
eu acho que a Aline parece uma personagem de mau gosto de um romance existencialista do século passado que hoje em dia é reduzida ao um quadro de psicopatologias.

Maldita liberdade que não me deixa me reduzir a esse quadro.
Eu discordo!
Eu não sou!

Pareço um bixo inquieto.
Daqueles que perdidos em um ambiente diferente sente fome,
mas que não sabe da onde tirar o alimento.
Eu preciso.
O vazio é potente demais.
Me preenche.
Me deixa ser patologia.

Me deixa ser uma alteração.
Me tira de mim.
Me tira do eu,
do livre,
do vazio.


Mentira.
Me deixa me transformar no que eu quiser.
Enquanto eu estiver,
eu sou livre.
Quero apenas ser livre mais livremente.
Queria que o seu olhar não me paralisasse.
Queria a admiração ingênua do homo demens de mim.
Qualquer coisa ainda que ingênua.
Porque o seu olhar...
esse olhar que significa o mundo o tempo todo,
que me resignifica o tempo todo,
ele me acorrenta num quadro psicopatológico.

Vem,
vem comigo...

ou então me deixa ir.
Aqui eu não quero ficar.
Foge desse mundo comigo.
Vamos fugir dos olhares.
Vamos fazer um mundo entre parênteses.
Vem...
ou me deixa ir...

Porque eu estou livre.
Uma personagem,
represento o que é o ser.
De mau gosto,
o estranho incomoda.
E eu estou livre...
porque eu sou o nada.
O vazio potente.

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