
Ontem bebi demais.
Virei uma garrafa inteira dele
e pra gelar,
coloquei cubos de ilusão.
Entorpecida, ri.
Aproveitei cada minuto.
Dancei.
Mas era pouco.
Sempre é pouco.
O muito nunca gela.
Dei outro gole,
e mais outro.
Quando vi, a garrafa de romantismo tinto já avisa se juntado.
Veio fazer parte da festa.
Completar a falta.
Aplacar a sede.
Sim, tive sede de você,
e bebi.
Bebi ao amor sem que sobrasse choro,
só lagrimas da certeza da farsa.
O engodo que veio com o gelo,
aquele da ilusão que misturei a você.
Gosto forte, cheiro tenso,
e ainda assim,
vício sem status de realidade.
Só cheiro.
Pois é,
o aroma branco do seu corpo se pega, se sente.
E só ele faz sentido.
Não.
Só ele dá sentido.
Pois é,
me embriaguei da história flambada que criei pra satisfazer.
Como se a própria idéia de satisfação não fosse piada.
Piada servida com Disney 12 anos e Shakespeare 1595.
Pois é,
ontem me era open bar
e as 3:45,
assim,
sem explicação,
eu continuei a te amar.
Um comentário:
Gosto muito. Gosto muito. Ver você ler isso em voz alta... Foi uma experiência unicamente maravilhosa. Diversos arrepios, diversos choques... Como se fosse pela primeira vez que li e como se pela primeira vez tocasse as feridas de toda paixão tóxica que se tem. Ai, minhas neuroses... meus bloqueios de contato. Porque amor é isso... é sofrer por esse amor. (:
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